Relato de parto pelo pai 3/3

E para encerrar  nossa trilogia, o fim que é o começo.

 

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Por acaso do destino, esse texto é o segundo e o terceiro de uma trilogia. O primeiro pode ser lido e entendido mesmo na ausência dos outros dois, mas se aproxima muito de uma mentira.  Esse é o segundo, porque aconteceu primeiro. E, ao mesmo tempo, o terceiro porque foi escrito por último.

Facilitando as coisas, é o seguinte. O primeiro não é uma farsa total, e você entenderá melhor o segundo se tiver lido o primeiro. O último, que talvez tenha começado a ser lido antes é outra história, que aconteceu depois dessa.

Enfim, depois de tantos números e enrolação vamos aos fatos. No começo contei que fui à casa de meus pais sem saber direito a razão. A verdade é que eu sei e foi dito naquele mesmo texto, era fuga. Minha primeira filha estava quase pronta, na barriga de sua mãe, e naquela época eu não sabia nada sobre parto, e evitei saber, porque era um jeito de eu tentar me enganar e evitar a mãe. Foi pior.

Depois mais a frente me refiro ao tempo de espera entre dois telefonemas usando algumas crenças e personagens mitológicos para dar dimensão da angústia, porém quem não me conhece pode criar uma imagem diferente de mim.

Já no carro criei toda uma cena de pressa porque era isso mesmo que estava acontecendo. Não tendo ciência dos planos de Patrícia para o nascimento de Laura não sabia o que significava ir à Maternidade, se tudo ia bem ou mal. E ocultei outra parte importante do meu despreparo, a doula Gisele no telefone me perguntou o que a gente tinha planejado para a maternidade, quarto e essas coisas. Eu não sabia responder, porque não tinha pensado em nada, para ser mais sincero ainda eu nem sabia que tinha que ter planejado isso e não conversei com a Patricia para saber se ela tinha planejado.

Na altura do texto que menciono a chegada ao quarto onde tudo já estava acontecendo, se tivesse usado mais detalhes talvez ficasse claro como eu parecia algum daqueles palermas que são os primeiros a morrer num filme de terror. Quando entrei no quarto, que era coletivo, se não me engano foi no meio de uma contração, a Patricia nua, a doula suportando ela. Se a minha memória não falha também o chão estava cheio de tampão e eu pensava “O que é isso? O que está acontecendo? Alguém está perdendo sangue!”. Para minha surpresa, por assim dizer, ela não estava deitada, e não tinha nenhum médico no quarto.

Outro fato que deixei de mencionar que durante a presença nesse primeiro quarto foi sugerido pela médica o rompimento artificial da bolsa e também foi mencionado um edema de colo. De fato, como mencionado no romance, eu fiquei bem calado mas o que se passava na minha cabeça era ‘Vai intervém, vai logo, por que está demorando tanto?’.  Eu não sei porque eu estava com tanta pressa se a Laura não estava.

Só para reforçar, quando eu leio de novo a conversa de anjo e céu eu até me emociono com as minhas palavras, mas esse perfil não tem nada a ver comigo. A sensação de impotência poderia até ser essa mesma, porém sem todo esse encanto.

Já me critiquei tanto por ter sido omisso naquele texto que agora vou me fazer um reconhecimento. Fui super honesto ao dizer que meu celular estava a vibrar no bolso da calça exatamente onde a mãe de minha filha, exausta, tentava se apoiar e relaxar durante o expulsivo. E daí essa honestidade se repetiu até o final. Chorei bastante mesmo.  Foi realmente emocionante ver a Laura nascer, pegar um bebê tão pequeno no colo… Eu pensava que eles já nasciam com o tamanho de uns 6 meses.

Relato de parto pelo pai 1/3

 Algumas famílias surgem a partir de um casal que planejam ou não um filho, a nossa, nem éramos um casal e muito menos planejava filhos. Mas a vida, o universo, Deus ou seja ela quem for quisesse que a nossa família surgisse a partir de um bebê, a Laura veio para  nos unir e mostrar que o amor se constrói e é por isso que esse relato é um romance, como diz o Gustavo.
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Durante as férias de inverno de 2009, cansado da mesmice e das mágoas da minha solidão resolvi criar este blog contando as histórias que não vivi. Só hoje, dirigindo da casa da Laura para a minha, com os olhos em lágrimas, me dei conta que fiz algo para ser escrito.

Era 2 de março, sexta-feira, quando eu saí exausto de uma aula às onze horas da noite, depois de ter trabalhado a semana toda, atrás de uma carona com um amigo meu para São Paulo. Não sei dizer se eu estava perdido ou fugindo, mas fui.

Tarde cheguei, caí no sofá e por lá fiquei. Se minha memória não falha, por volta das quatro horas da matina acordei com meu celular. Fiquei bravo comigo mesmo, por ter esquecido de desligar a função despertador. Pelo menos foi o que eu pensei, porém quando o peguei, uma ligação de número desconhecido de Campinas. Aquele frio na barriga, ou na espinha. Ou em tudo.

Quem ligou foi Gleise, doula de Patrícia. Talvez fosse trabalho de parto, embora pudesse descansar, aliás devia descansar, e quando chegasse a hora ela ligaria de novo. “Descansar? Como? Minha filha está para nascer, sem mandar telegrama com aviso prévio, com data, com hora, tamanho e peso, garantindo que estaria saudável.”

Nas minhas contas o criador já tinha feito tudo, céu, terra, luz, fogo, animais, Eva e Adão e se preparava para descansar na hora do segundo telefonema. O celular contrariou dizendo que só tinham passado três horas. Era hora de cair na estrada, em breve se encaminhariam à maternidade, não sem antes avisar.

Eu recém habilitado, sem experiência de estrada pedi o socorro ao meu pai, que já estava meio esperto com as ligações em horários alternativos. Não sei se ele, eu ou os dois não notamos o ponto que a carruagem já estava e, por isso, o aviso de atualização de destino para a maternidade chegou antes que saíssemos da avenida principal do bairro.

Naquele momento farol vermelho, limite de velocidade, contra-mão e essas coisas que chamam de leis de trânsito deixaram de existir. Na rodovia, meu pai, a cada ultrapassagem ou manobra imprudente lembrava de se preocupar com minha educação de trânsito e me dizer que aquilo só fazia quem tinha muita experiência. Eu nem sei se notava.

Chegar na maternidade foi algo estranho, logo me explico. Enquanto meu pai procurava onde deixar o carro, eu com um sorriso que nunca tive disse à recepcionista:

-Moça, minha filha está nascendo. – Como se ela fosse a única bebê a nascer na maternidade.

Comecei seguindo as placas, depois deixei que meus ouvidos me guiassem até os berros.

Era assim, que de repente eu estava entrando no quarto durante o trabalho de parto da minha filha. Desde antes da decisão pelo parto humanizado (aceitação acho que cabe melhor), já dizia com toda convicção que eu não entraria na sala, não seria forte suficiente.

E eu estava lá, desinformado, despreparado, calado, tentando fazer o que não sabia para ajudar a mãe da minha filha. As doulas se esforçavam para acalmar Pathy, sua mãe e eu. E ainda superar as barreiras que a infraestrutura da maternidade impunha.

Entre algumas caminhadas, chuveiradas, massagens e contrações da Patrícia, a outra doula, Gisele, me aconselhou a conversar com a Pathy, que eu ajudaria no parto. “Como posso eu ir ao céu e trazer cá um anjo”, foi o que pensei.

Finalmente entramos na sala de parto. Eu estava pronto… para correr o mais longe que eu pudesse, porém eu já via uma imagem de Laura, até a escutava e sentia seus bracinhos gordinhos se agarrarem aos meus pés.

Após algumas posições, carinhos, apoio, foi necessário desistir daquela sala. Fomos a outro quarto, onde uma banheira de plástico, improvisada e emprestada, tampando a saída do ralo, iria ajudar aliviar a dor.

No caminho eu me culpava, se tivesse pedido por um anjo com asas menores ele já teria conseguido pousar neste mundo. Se eu tinha achado que três horas tinham demorado a passar até um telefonema suponha se eu estava contando agora a minha quarta ou quinta vida.

Certo momento sobramos eu, perdido, e Pathy, informada, preparada e cansada. Não senti falta de ninguém além da minha nenê que se prolongava no suspense.

Quando tudo parecia melhor e se encaminhar bem, senti meu celular vibrando no bolso da calça, onde a Patrícia apoiava a cabeça no meu colo. Quis me matar. Talvez ela tenha me olhado com os olhos de “te perdoo”, talvez tenha sido coisa da minha cabeça.

Enfim a Patrícia sentiu algo além da dor. Eu quis levantar, correr em meio aquele lago de água e líquido amniótico que virou o andar da maternidade e trazer alguém que soubesse o que era. Ainda bem que não foi preciso, logo apareceu alguém.

Que coisiquinha mais linda! Sério! Que coisiquinha mais linda! Do fundo veio uma voz, 14:54. Do dia 03/03/2012. Foi a primeira vez que ela me fez chorar. A segunda, eu deixava sua casa para trás, e sentia muita vontade de abraçar toda a equipe e família que ajudou buscarmos esse anjo lá no céu para trazer muita luz. A terceira, e última até agora, mencionei o lugar, no começo do texto. O motivo, não sei se fui eu que ouvi, ou ela que falou. “Papai”.

Relato de parto pelo pai 2/3

Foi num grupo virtual de gestantes que percebi a necessidade do pai também externalizar suas experiências de parto, infelizmente, a maioria das mulheres não tem o apoio necessário de seus companheiros para que sigam firmes nessa jornada que é a busca por um parto respeitoso. Eu passei pelas duas experiências, sem e com apoio  da mesma pessoa (olha que incrível). E foi assim que pedi para meu parceiro que escrevesse sua experiência de parto, ele prontamente atendeu e eis que segue uma trilogia de nossos dois partos. Mas vamos começar pelo fim, com o relato do parto da Celina.

 

Gustavo pai da Laura, 5 anos e da Celina de 40 dias.

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A chegada da Celina // Relato de parto domiciliar parte II

Segundo filho vem pra provar que a gente não sabe nada mesmo, como eu disse, não me imaginava chegando nas 40 semanas, muito menos que ficaria dias em pródromos. Bom, mencionei toda minha alimentação na primeira parte do relato, não foi a toa, acontece que quando cheguei em casa, depois da comilança, tive diarreia, o parto da Laura tinha começado assim também.  Mas, estamos falando de segundo filho… e bom, eles pregam peças na gente, então, nos pródromos eu também tive diarreia, ou seja, nada de novo no front.

Deitei do “lado da cama do marido” que fica mais próximo do banheiro, dormi e acordei mais ou menos a 1h da manhã com contração, tentei ignorar, diarreia de novo, sentei na privada e fiquei um tempo, as contrações vinham. Pedi pro Gustavo começar a marcar, entrei no chuveiro.Exibindo IMG_5812.PNG

Eu conseguia dizer “mais uma” e “parou” a cada contração, não sei quanto tempo fiquei lá, só sei que as contrações não paravam, eu estava com calor e cansada de ficar de pé. Sai e deitei ainda meio molhada na cama, lembro de falar pro Gustavo “dói muito, não me deixa desistir”. Eu queria descansar, meu maior medo era ser vencida pelo cansaço. Aliás, passei as últimas semanas de gravidez toda descansando, tanto que não aguentava mais descansar… rs. E deve ser por isso que a Celina quis vir depois que a mamãe ficasse a tarde toda batendo perna, vai entender.
Pois bem, eu queria descansar e deitei novamente, ainda sentindo contrações,  pedi pro Gustavo continuar marcando,   depois resolvi ignorar e tentei cochilar. Até que voltei pra privada, já não me lembro se era necessidade fisiológica, acontece que era gostoso ficar sentada lá… eu apoiava minha cabeça na pia e conseguia relaxar. Lembro de vir uma contração bem dolorida e eu pedi pro Gustavo ligar pra Gi. Ele, cauteloso por causa da noite passada, perguntou se não era melhor eu ir pro chuveiro. Fui. No chuveiro,  chorei porque não aguentava mais a expectativa, chorei pela dor, chorei de medo de não conseguir, na verdade foi mais um choro de “não acredito que vou ficar mais uma noite nessa”.

Gustavo perguntou se eu conseguia continuar marcando – ele estava realmente com medo de ser alarme falso de novo… rs. Eu só balancei a cabeça dizendo que não. Ele ainda não tinha ligado pra Gi, lembro dele dizendo “qual número é? tem dois aqui” no meio de uma contração e eu ficando “pê” da vida com ele… “bem, é pra ligar mesmo?” aí vocês sabem como é a gente com dor, né? Mandei logo “eu já falei pra ligar caramba”. Ligou. Eu sai do chuveiro, – não mencionei, mas nosso box é bem apertadinho e ficar ali com a água quente nas costas parecia uma sauna -, eu tava com calor, queria sair, mas a água aliviava, então eu desligava o chuveiro e abria a porta do box quando parava a contração. Fiz algumas vezes isso até que quis sair. Fui pro outro banheiro que tem o box um pouco maior, foi aí que comecei a vocalizar instintivamente, a contração vinha e eu vocalizava “AAAAAAA”, com as pernas entreabertas, as mãos apoiadas na parede e a cabeça nas mãos…

Já passava das 3h da manhã, Gustavo disse que a Gisele estava a caminho e eu pedi pra ele ligar pra Dri (parteira), e ele já tinha ligado (ganhou pontos nessa hora… rs). Enquanto elas não vinham eu ficava naquela de ligar o chuveiro na contração, desligar quando parava. Fiquei um tempo nessa, sai do chuveiro de novo e dessa vez intercalava a privada com apoio no Gustavo.  – Pausa pra elogiar o marido…. Ah, o Gustavo, ele foi maravilhoso, um verdadeiro “doulo”, cuidou da casa, me dava água, me dava apoio físico, me fazia carinho, nada como ser amada quando se está com dor, as coisas se tornam mais fáceis.- Voltando pro relato.

Não me lembro bem a ordem das coisas, mas entre ir pro chuveiro e ficar na privada também quis ir pra cama, fiz um apoio com um monte de travesseiro e fiquei umas duas contrações lá… Voltei pro chuveiro.

Bom, eu ainda estava encanada de ficar muito cansada, falei pro Gustavo que ia deitar, as dores estavam fortes, mas suportáveis. Deitei e em seguidas ouvimos barulho de rodinhas no hall (deixamos uma lista na portaria para liberar a equipe sem interfonar), enquanto Gustavo foi abrir a porta, uma contração, me acocorei na beirada da cama e vocalizei, a Gi chegou, segurou minha mão, a contração passou, nos abraçamos. A Dri chegou junto com a Gisele, e assim que passou a contração ela apareceu com o sonar para auscultar a Celina, colocou lá em baixo, quase no púbis e eu disse “caramba, ela já tá aí?!” a Dri disse que sim, mas que tentaria auscultar em outro lugar porque as vezes dá pra ouvir mesmo quando o bebê não está posicionado onde está o sonar. Para a minha surpresa ela estava bem baixinha mesmo! Uma contração… pera, a Gi estava atrás de mim, joguei o peso do meu corpo nela… passou. E a Dri nos disse “é isso aí, ela tá chegando, pode colocar a playlist que ela nasce hoje”.

Gustavo foi mais do que rápido colocar as músicas para tocar, a Gi perguntou se tínhamos avisado a Kelly (fotógrafa), disse que não e ela pediu pro Gustavo ligar.  Eu sentei na privada, a Gi me trouxe água, conversamos alguma coisa e eu falei que ia pro chuveiro, ela comentou que achava que seria bom se eu fosse. Fui. Fiquei um pouco de pé, molhei o cabelo, olhei pro vidro de condicionador e resolvi que tinha que passar pro cabelo não ficar arrepiado… Ainda pensei “tenho que ser rápida, tem que ser antes de vir a contração”.

Ouvi um barulho parecendo aspirador, perguntei pro Gustavo o que era e ele me disse que era a Dri enchendo a piscina. Ainda no chuveiro pedi a bola, não tinha bola. Gustavo me trouxe a banqueta da cozinha, tentei ficar nela e  percebi que estava tapando o ralo (e se continuasse lá alagaria o banheiro), pedi pro Gustavo tirar de lá e me trazer a outra que tem as pernas diferentes. Fiquei um pouco lá, apareceu uma bola, sentei e achei horrível.

Daqui a pouco aparece a Dri e me pergunta se pode fazer o toque, eu permiti (tínhamos combinado que faria se fosse necessário, e no meu caso precisávamos avisar a pediatra.) O tempo todo que eu estive no chuveiro a Gi tentava me dar a mão, eu é que não queria pegar, tentou me fazer comer um chocolate, não quis. Lembro do Gustavo olhando por cima do box, perguntou se eu estava gostando das músicas… Eu disse que não estava ouvindo. A Dri apareceu na porta e perguntei se faltava muito e ela disse: “você quer saber qt deu o toque?” respondi que queria saber se faltava muito e ela respondeu “não, não falta. Essa informação é suficiente?” Disse que sim.

Quis sair do chuveiro, pedi pro Gustavo pegar uma toalha limpa  e ele pegou uma da Laura, tomou bronca… rs. Sentei na privada, a Dri veio  auscultar a Celina.  Gustavo tava acocorado na minha frente, me dava a mão quando vinha uma contração, mas teve uma hora que do nada eu falei pra ele sair (?). Depois pedi pra ele me trazer o puff da Laura, peguei uma toalha de rosto no móvel do banheiro,  fomos pra sala, arrumei o puff de frente pro sofá (porque eu não sei), coloquei a toalha em cima e sentei. Aaaaah, que delicia. (Parenteses pra falar do puff, é maravilhoso, acho que deveria estar na lista de itens pro parto. Sentei e parece que encaixou direitinho, consegui relaxar, foi mágico). Quando estive lá que consegui curtir minha playlist, Gustavo sentou de um lado, a Gi de outro. Apoiei a cabeça no ombro dele e dei a mão pra Gi. Fechava os olhos e cochilava.

Alguém bateu na porta, eu seguia de olhos fechados, achei que fosse a Camila, a outra parteira. Era a Kelly, veio uma contração, eu apertei a mão da Gi, abri os olhos e vi a Kelly sentada na poltrona da minha frente. Falei um “oi” e segui na minha vibe de relaxamento.

Eu estava muito consciente de tudo,  tanto que achei que ia demorar super, eu estava esperando entrar na partolândia, falar umas besteiras e tal… não rolou. Eu sentia bastante calor, a Gi colocou um paninho na minha testa, ainda no puff conversei algumas coisas, falei que era muito bom estar ali, comentei que estava amanhacendo e agora poderia fazer barulho… rs. Perguntei pra Gi pq estava demorando entre uma contração e  outra e ela me respondeu: “lembra do gráfico de parto? Você já passou do pico, agora vai ser assim”... Nem dava pra acreditar, era só isso? Eu já tinha dilatado tudo? Era só esperar o expulsivo? Que sonho! Doeu, claro que doeu, mas foi menos do que eu lembrava e esperava, foi incrível, no puff eu estava num estado de relaxamento tão profundo que poderia passar dias ali sendo amada…  rs

Numa contração lembro da mão da Kelly na minha perna, e são detalhes como este que faz a gente lembrar que ter apoio pode ser apenas um gesto, um toque que dê aquele gás pra continuar… Meia luz, música boa, carinho, começou tocar Alceu Valença, Anunciação e a Gi disse: “não é que vem numa manhã de domingo mesmo?”. Tudo estava perfeito, a Dri veio me lembrar que a piscina estava cheia, “pra hr que eu quisesse” eu, de novo, perguntei se ela tava chegando e a Gi disse que eu era a melhor pessoa pra dizer. Eu só queria ir pra piscina como “último recurso”, coloquei no plano de parto que seria perfeito se ela nascesse na água. E como diz a música do Alceu “eu já escuto teus sinais”, foi quando percebi que tava muito perto e decidi ir pra água. Entrei, senti falta de um apoio, olhei pro Gustavo e pedi pra ele entrar, ele bateu as mãos nos bolsos (precavido, lembram?) e entrou.

 

vou ter que continuar em outro post, vcs me desculpem, ou é isso, ou não publico nunca… rs

Programação de férias tem atração para toda a família no Parque D. Pedro Shopping

Foto: Divulgação

 

  • Exposição traz animais africanos aos corredores do Shopping
  • Boliche, teatro, games, cinema, patinação no gelo e restaurantes complementam o repertório de lazer e entretenimento

O Parque D. Pedro Shopping tem várias atrações para pais e filhos curtirem as férias escolares. Além da exposição ‘África – Animais Selvagens’, que pode ser conferida gratuitamente até 2 de agosto nos corredores do maior centro de compras da região de Campinas, a programação conta com teatro, pista de patinação no gelo, kart, boliche, cinema e muito mais. A seguir preparamos uma lista com as principais opções de lazer e entretenimento:

 

EXPOSIÇÃO ÁFRICA-ANIMAIS SELVAGENS

A exposição ‘África – Animais Selvagens’, oferecida gratuitamente pelo Parque D. Pedro Shopping é a grande atração para estas férias. Composta por 21 animais em tamanho real, robotizados e animatrônicos (com movimento e som), a mostra poderá ser vista pelos corredores do shopping.

 A atração permite ao público uma verdadeira incursão ao habitat de algumas das maiores e mais exóticas espécies do continente africano, que tem 45 tipos de primatas, incluindo chimpanzés e gorilas, e 60 de predadores, entre eles leões, hienas, leopardos, chacais e crocodilos.  E o king Kong? Um gorila gigante, personagem de cinema e que ganhou fama pelo filme King Kong também será atração no evento. A réplica tem 4 metros de altura. Placas informativas trazem as principais curiosidades sobre os animais, como alimentação, tempo de gestação e predador.

Serviço

África – Animais Selvagens
Data:
de 04/07 a 02/08/2015;
Local: Principais corredores do Parque D. Pedro Shopping;
Horário de Funcionamento: De segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 12h às 20h
Entrada: mostra gratuita
Simulador: R$ 10,00
Animais plays: R$ 5,00 cada

NA ONDA DOS LIVROS PARA PINTAR

Os livros de colorir para adulto são considerados a grande sensação do mercado editorial no momento. No Parque D. Pedro Shopping, ele deixou a prateleira da livraria e ganhou o corredor. Um painel de 6×4 metros convida a liberar o artista que existe em cada um. A ação, por tempo indeterminado, é do empreendimento em conjunto com a Livraria Leitura, Editora Sextante e Editora Record.  O painel tem desenhos que remetem aos principais títulos da Editora Sextante (‘Floresta Encantada’, ‘Segredos de Paris’, ‘Reino Animal’, ‘Gatomania’ e ‘Jardim Secreto’) e da Record (‘Mãe Eu te Amo com todas as cores’, ‘Amor em todas as cores’, ‘Mandala Terapia para a alma’ e ‘Ateliê Fashion’). Lápis e canetinhas ficam à disposição dos clientes.

Serviço
Local: Corredor Árvores
Horário de Funcionamento
: De segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 12h às 20h
Entrada:  gratuita

CARROSSEL

Clássico brinquedo de parques de diversões, o Carrossel está fazendo a alegria das crianças no Parque D. Pedro Shopping. Importado da Europa, a atração tem capacidade para 20 pessoas e os cavalos maiores suportam adultos com até 89 quilos. Crianças acima de cinco anos podem brincar sozinhas, abaixo desta idade, apenas acompanhadas de um responsável.

 Serviço
Local:
Entrada das Pedras
Horário de Funcionamento: Segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 12h às 20h.
Ingressos: R$ 10,00

 

 TEATRO PARA A GAROTADA

O Teatro Amil, com capacidade para 334 espectadores, realiza até 31 de julho, a 20ª edição do Festival de Férias, que traz ao público sessões diárias de apresentações de espetáculos infantis. Seis atrações ficam em cartaz no mês:

 

João e o Pé de Feijão – sábados e domingos

Boa Sorte Cinderela – segundas-feiras

Novos Saltimbancos – terças-feiras

As Aventuras de Peter Pan e Sininho – quartas-feiras

Os Três Porquinhos – quintas-feiras

Piratas do Caramba – sextas-feiras

Serviço
Local:
Teatro Amil, Entrada das Flores
Horário de Funcionamento: Festival de Férias, de segunda a domingo, às 16h.
Ingressos: R$ 20,00 inteira (meia-entrada disponível em todas as sessões e setores de acordo com a legislação)
Bilheteria: (19) 3756-9890 e 3756-9891
Informações para imprensa: imprensa@conteudoteatral.com.br; (11) 3113-3212 e (11) 97628-9612

 CINEMA PARA TODAS AS IDADES

O Parque D. Pedro Shopping conta com o maior complexo de cinemas da região: o Kinoplex. São 15 salas, entre elas a IMAX – a primeira do interior – com som e projeção 3D digital de última geração e tela gigante, e duas salas Platinum (VIP), com foyer exclusivo, moderna tecnologia de som e projeção, poltronas reclináveis, mais espaçosas, com maior distanciamento entre poltronas, menos lugares por sala e bandeja retrátil para alimentos. Confira as principais estreias em julho, lembrando que as informações são passíveis de alterações:

 Dia 02 – O Exterminador do Futuro: Gênesis; Belas e Perseguidas e Meu Passado Me Condena 2
Dia 16 – Homem Formiga; 3D Pixels; Carrossel – O Filme e Magic Mike XXL
Dia 30 – A Forca; Desculpe o Transtorno e Sobrenatural: A Origem·.

Serviço
Local:
Praça de Alimentação
Horário de Funcionamento: A consultar
Informações: (19) 3131-2800

 

PARKING KID´S PARA OS PEQUENOS

Espaço estruturado para receber crianças, possui cama elástica e um tobogã gigante que termina em uma piscina de bolinhas. As atrações são variadas entre jogos interativos, educacionais, aventuras, esportes, danças e até uma roda gigante. O Parking Kid’s possui estrutura completa e monitorada, inclusive com sanitários e bebedouros.

Serviço
Local:
Entrada das Pedras
Horário de Funcionamento: De segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos das 12h às 20h
Ingressos: Valores a consultar
Informações: (19) 3756-7830

 

MAGIC GAMES – PARA AFICCIONADOS EM JOGOS

Para os amantes dos jogos eletrônicos, o Magic Games é o lugar certo. O espaço tem uma diversidade de brincadeiras que variam desde jogos clássicos de luta às partidas mais eletrizantes do futebol mundial.  O Cinema 6D é a grande atração do espaço. Com 12 filmes diferentes, o brinquedo comporta até oito pessoas.

 Serviço
Local:
Praça de Alimentação.
Horário de Funcionamento: Das 10h às 23h, de segunda a sábado; domingos, das 11h às 23h.
Ingressos: R$ 3,00 cada ficha (que inclui o cinema) e R$ 10 a piscina de bolinha (de segunda à sexta, tempo livre; finais de semana e feriados, 30 minutos).
Informações: (19) 98262-8877; 99599-7471 e  99648-0144

 

ICE MANIA –     DIVERSÃO GARANTIDA

A pista de patinação de 260 m2 é outra atração. O local dispõe de monitores especializados e equipamentos de segurança (joelheira, cotoveleira, luvas e capacete), garantindo a prática do esporte com segurança. Mesmo crianças pequenas, de 2 a 5 anos, podem brincar auxiliadas por um trenó.

 Serviço
Local:
Entrada das Pedras.
Horário de Funcionamento: De segunda a sábado, das 20h às 22h; domingos, das 12h às 20h.
Ingressos: R$ 30,00 (30 minutos) e R$ 50,00 (uma hora).
Informações: (19) 3208-2019

  

BOLICHE – DIVERSÃO ENTRE AMIGOS

O encontro com os amigos e familiares será animado durante uma acirrada partida de boliche no Star Bowling. Com uma infraestrutura de primeira, o ambiente oferece 14 pistas oficiais de boliche – que atendem padrões internacionais – e uma estrutura em entretenimento e diversão. Além das pistas, simuladores de carro, moto, basquete e outros games eletrônicos completam a diversão.

 Serviço
Local:
Entrada das Colinas
Horário de Funcionamento: de domingo a quinta-feira, das 14h às 23h30; sextas e sábados, da 14h às 2h
Ingressos: Valores a consultar
Informações: (19) 37569290, www.starbowling.com.br e WWW.facebook/starbowlingcampinas.

 

KARTFLY – ADRENALINA PURA

Diversão e adrenalina com segurança para adultos e crianças, amadores e profissionais, além de um amplo espaço para realização de eventos corporativos ou particulares para até 150 pessoas: assim é o kartódromo localizado no Parque D. Pedro Shopping. Atingindo velocidade de cerca de 60 km/h para adultos, e 35 km/h para crianças (acima de 1,20m), os karts elétricos são dotados do sistema Kers, semelhante ao modo turbo, e não emitem poluentes ou fumaça e apresentam baixa ocorrência de ruídos. O torque do motor também é um diferencial dos carros da KartFly, primeira pista de karts elétricos da América Latina: a alta aceleração do começo ao fim garante entretenimento radical para todos os tipos de público.

 Serviço
Local:
Entrada das Pedras
Horário de Funcionamento: Segunda a sexta, das 14h às 23h; sábados e feriados, das 10h às 22h; domingos, 11h às 23h
Ingressos: A partir de $ 39,90
Informações: (19) 3756-9277. www.kartfly.com.br; www.facebook.com/kartfly

 GASTRONOMIA PARA TODOS

O Parque D. Pedro Shopping possui a maior Praça de Alimentação da região, além de renomados restaurantes como Barbacoa, Joe & Leo’s, Outback Steakhouse, Si Señor, Empório Dona Bella, Empório Santa Terezinha, Big Jack, choperias como a Brahma e Giovannetti, a casa noturna Gold Street Bar, cafeterias como Kopenhagen, Starbucks, Häagen-Dazs, entre outras opções variadas para atender paladares mais exigentes. Ótima oportunidade para conferir as novidades da Praça: os recém-chegados Mania de Churrasco, Hot Dog Express e Big Jack Burguer.

As crianças realmente param de mamar?

Eu sei, há algumas semana postei sobre o desmame de maneira gentil. Mas em casa de ferreiro o espeto é de pau não é mesmo? E foi por isso que fiz essa pergunta em um grupo de apoio ao aleitamento materno no Facebook.
A verdade é que não quero desmamar, primeiro porque gosto, segundo porque faz bem para minha filha.

Mas o excesso, a sensibilidade no mamilo fazem a amamentação prolongada pesar e repensar a opção. Aliás, opção não e a palavra correta, já que quem decide se está preparado ou não para isso são nossos filhos. O peito é o porto seguro deles, sempre digo que é muito mais que alimento.

E por isso resolvi recorrer a quem sabe, uma grande figura no que se refere a aleitamento materno, Simone de Carvalho, especialista em Amamentação e idealizadora do grupo ‘Aleitamento Materno Solidário – AMS”. Por isso, você confere agora, na íntegra a resposta dela para essa minha pergunta. E diga-se: me fez chorar.

“As crianças realmente param de mamar”? Patricia Lopes, realmente não topamos muito com adultos mamando por aí não é”?rs. Eu entendo perfeitamente essa sua pergunta, ela tem um fundo de verdade de alguém que está no olho do furacão e quando estamos no centro dele, o furacão é muito maior e mais desesperador para nós… Esta fase dos dois anos e meio, quase três, é um momento muito importante na vida de um bebê, onde finalmente a formação do seu cérebro se finaliza. Um momento de ruptura do corpo da mãe, da descida literal do colo e do enfrentamento do mundo. Já se apropriou da linguagem, cerca de 2mil palavras em seu vocabulário, já passou da fase da angústia da separação da mãe, e agora precisa ouvir o “OK “dela para seguir adiante…. Para um desmame tranquilo, a rotina alimentar, do cuidado gentil e atento das suas necessiades respondidas, e a adaptação da creche (quem terceiriza o cuidado) devem estar bem definidas neste momento… Uma boa fase da amamentação, da criação com respostas prontas ao choro e suas reais necessidades, contribuem para o sucesso desta fase. Mas estamos falando de bebês de 2 anos e meio de idade, ainda muito imaturos e esse grau de indepentização depende muito do seu ambiente, e principalmente de sentir a tranquilidade da mãe para seguir em frente…Este processo demanda paciência, compreensão e muito diálogo, para situar a criança no seu espaço tempo do desmame. Se existe uma necessidade de mamar demais, de retornar sempre para o colo, é preciso observar e pensar: o que meu bebê está querendo dizer com isso? A independência da criança caminha de mãos dadas da independência da mãe… Quando enfim, mãe e bebê estiverem realmente prontos, para o desmame, ele acontece. Por favor leiam o meu texto qui nos aruqivos do grupo sobre o”desmame da mãe” e vejam se ele faz algum sentido para vocês…Um beijo,
Ou seja, o meu comportamento reflete no meu  filho, isso não é novidade. Afinal, filhos são nossos reflexos, só que com os “defeitos” muito mais evidentes e gritando a todo momento na sua cara. Como eu disse lá no começo, não quero desmamar, só quero que este momento seja agradável para nós. Porque a amamentação é isso, não é sofrimento.
Esse texto me fez voltar para si e perceber porque a minha filha me solicitava tanto? Porque quer a todo momento o seio? Foi quando percebi que não estou totalmente entregue à ela. Que outras coisas despertam a minha atenção enquanto passo (ou deveria passar) o tempo junto à ela, a roupa, a louça pra lavam sempre parecem mais importantes, a minha filha não, ela sabe e pode (pode?) esperar.
Mas não, é muito ao contrário disso, e quando me dei conta de que não estava sendo mãe o suficiente, dando o melhor de mim enquanto passo o tempo com a minha filha, ela parou de me solicitar tanto.
Eu acreditava que tudo bem se eu fizesse os serviço doméstico enquanto ela brincava sozinha no quarto, que a minha presença, a conversa já seriam o suficiente, mas não é! Porque a figura materna/paterna precisa estar ali, junto, ensinado, cuidando e amando. Sempre achamos que podemos ser melhores que somos, eu já chorei muito pensando em como poderia melhorar a minha maneira de criar e educar, choro enquanto escrevo. Mas a certeza de que nunca é tarde para aprender, para voltar atrás e fazer da melhor maneira possível.
Ficar junto é mais importante que qualquer outra coisa, está completamente envolvido na brincadeira do seu filho faz toda a diferença.
Ah, o texto que ela cita publicarei em outro post para não ficar muito longo este.

Conheça o Domingo do Lago

Na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) existe um espaço cultural denominado Casa do Lago, é lá que acontece o “Domingo no Lago”, nos primeiros domingos de cada mês. Com uma programação voltada para o público infantil, varia entre teatro, concertos, feira de troca de brinquedos, contação de histórias, além de atividades como pula-pula, pintura facial. Também são distribuídos pipocas e algodão doce.

Localizada, na Rua Rua Èrico Veríssimo, 1011, a Casa do Lago oferece diversas oficinas, exibe filmes, tudo gratuitamente!

Para mais informações entre no site: Casa do Lago

Confira a programação para o próximo domingo (5).

Teatro “Pinóquio” – Sala de Cinema – 10:30h

 

Inspirado na obra clássica italiana, contamos a trajetória de Gepeto e seu boneco em diversas fases.

Uma montagem que mescla atores, bonecos e teatro de sombra, mostrando a história do boneco de madeira que se vê em um universo fantástico com muitos desafios.

Como será que ele vai se salvar da terrível baleia e ainda se livrar de um maluquinho – e um tanto quanto malvado – dono de circo?

Essas e outras aventuras são embaladas ainda por trilha sonora especialmente composta para a montagem e cenários fiéis, que remetem ao interior da casa de Gepeto, passando pelo circo e pelo cenário inteligente do fundo do mar, que mescla o universo embaixo d´água com teatro de sombras.

Embarque conosco nas aventuras de Pinóquio!

Texto: Tamires Faustino /
Direção: Leonardo Cassano
Trilha Sonora: Rafael Pio

 

Contação de História ” Festa no Céu” – Sala Multiuso – 10:30h

“Contar histórias é revelar segredos, é seduzir o ouvinte e convidá-lo a se apaixonar… pelo livro… pela história… pela leitura. E tem gente que ainda duvida disso.” (Grupo Morandubetá Contadores de Histórias)

Escolhidas dentro de um tema, de acordo com a faixa etária e o interesse do grupo, as histórias se destacam pelo seu aspecto lúdico – a essência do trabalho. A diversão é uma característica forte que permeia todas as ações. Divertindo, a contação de histórias desperta o interesse pela leitura e estimula a imaginação através da construção de imagens interiores.

O aspecto lúdico das sessões é direcionado para despertar o contador de histórias amante do livro, esse gigante adormecido no coração de cada avô, pai, tio, professor, ser humano que existe em cada um.

Objetivos:

Um dos principais objetivos de se contar histórias é o da recreação. Mas a importância de contar histórias vai muito além, uma vez que, por meio delas podemos enriquecer as experiências infantis, desenvolvendo diversas formas de linguagem, ampliando o vocabulário, formando o caráter, desenvolvendo a confiança, proporcionando à criança viver o imaginário.

Além disso, as histórias estimulam o desenvolvimento de funções cognitivas importantes como a comparação (entre as figuras e o texto lido ou narrado), o pensamento hipotético, o raciocínio lógico, pensamento divergente e/ou convergente, as relações espaciais e temporais (toda história tem princípio, meio e fim). Ressaltamos ainda que, os enredos geralmente são organizados de forma que um conteúdo moral possa ser inferido das ações dos personagens e isso colabora para a construção da ética e da cidadania em nossas crianças.

Através disso, conto histórias como a personagem “Mila”, criando um momento de união, descontração e criatividade. Trabalho o lúdico, a imaginação, horas com charadas, trava – línguas,cantigas e muita diversão.  Nesse sentido, abordo ainda temas específicos como o dia da água, da árvore, do professor, etc.

Público:
– Livre Tempo estimado: 40 minutos.

Livro: “Histórias à Brasileira – A Moura Torta e outras”de Ana Maria Machado

Festa no Céu, é uma fábula, que conta a história de um Jabuti que ficou sabendo que no céu teria uma grande festa! Porém, somente os animais que tem asas poderiam ir. O Jabuti inconformado, encontrou uma maneira de ir à

festa, mas para voltar para a terra, não foi uma missão tão simples assim.

Festa no Céu, conto com diversos animais da fauna Brasileira e muita diversão!

Feira de Troca de Brinquedos
Mães voluntárias com apoio da Nave Mãe Brinquedos – Galeria de artes – 10:30h

A feira de troca de Brinquedos: uma alternativa para repensar o consumo

Imagine só que delícia: no Dia das Crianças, ao invés de enfrentar lojas lotadas para comprar um brinquedo novo que talvez seu filho nem curta tanto, que tal levá-lo a uma feira de troca?

A feira de troca de brinquedos é um exercício de desapego e pode contribuir para a formação de valores menos materialistas em tempos de consumo sem reflexão. Além de uma atividade divertida, estas possibilitam entrosamento e socialização entre os pequenos. Muito mais do que trocar brinquedos que já não interessam como antes, a experiência é enriquecedora por dar novos significados a objetos antigos e afirmar que as relações não precisam ser pautadas na compra.

Esta será a quarta edição da Feira de Troca de Brinquedos e Livros em Barão Geraldo, Campinas. Organizada por um grupo de mães voluntárias com o apoio da Nave Mãe Brinquedos (http://www.navemaebrinquedos.com/). Este ano a feira contará com o apoio da Casa do Lago da Unicamp e fará parte do evento Domingo no Lago, sendo realizada no domingo dia 5 de outubro de 2014 das 10:30 às 12:30 horas.

Para participar, basta levar um (ou mais) brinquedo, livro, DVD/CD em bom estado de conservação já etiquetado com o nome e sobrenome da criança.

A hora da troca

A principal curiosidade a respeito da feira é como as trocas acontecem. O ambiente da feira é muito agradável e as crianças entram na brincadeira com muita naturalidade. Em geral elas ficam bastante tempo brincando e se divertindo com os brinquedos antes que a troca ocorra. A feira funciona da seguinte maneira: conforme as crianças chegam, os brinquedos são etiquetados com o nome de quem os trouxe e deixados nas esteiras, no chão, perto do seu dono. As crianças passearão por entre as esteiras, escolhendo o brinquedo que gostariam de ter. Com o brinquedo que não querem mais em mãos, elas deverão conversar com o dono do brinquedo escolhido, sugerindo a troca. Pode ser que mais de um brinquedo seja usado para a transação. Não há problemas: é uma forma saudável de interação e de negociação – o importante é que as crianças saiam satisfeitas com as trocas que fizerem. Também é possível que haja algumas trocas trianguladas. Por exemplo: João troca com Maria, que troca com Inês, que troca com João.

Para que tudo transcorra bem e para que as trocas tenham o devido valor de formação para as crianças, algumas regras básicas são indicadas:

– a é feira um espaço de troca, não de compra e venda de brinquedos;
– caso dúvidas surjam durante a feira, procurar um monitor ou alguém da organização para entender o funcionamento das trocas;
– se a criança for mais tímida, ajude-a no processo de se ambientar e socializar, respeitando o tempo dela para que se sinta segura.
– com a experiência da troca as crianças exercitam o desapego, a conquista e a negociação, além de aprenderem a socializar através de outra atividade que não o brincar. Por isso é muito importante que a troca aconteça entre elas.
– os adultos podem ajudar na mediação das trocas, principalmente com as crianças menores, mas a autonomia de escolha é fundamental. A mediação de um adulto não deve ser confundida com interferência na negociação.
– o valor do brinquedo na troca é simbólico. Portanto nunca devemos fazer comparação de valores nas trocas.